Matcha para quem nunca ouviu falar de matcha: o guia definitivo para iniciantes

Já faz tempo que o matcha deixou de ser um ingrediente restrito às cerimônias japonesas e passou a ganhar um espaço importante em cafeterias, receitas e conversas sobre bem-estar. Ainda assim, muita gente segue se perguntando o básico: o que é matcha, afinal, e por que ele é tão diferente do chá verde comum?

Como muitos de vocês nos fazem esse tipo de pergunta, elaboramos este guia super completo, explorando nove tópicos para quem quer entender o matcha sem complicação, com dicas práticas e claras. 

Este é um conteúdo para ler com calma, como se deve degustar uma boa xícara de chá. Veja o que preparamos:

  • O que é matcha e de onde ele vem
  • Matcha tem gosto de quê?
  • Como preparar matcha no dia a dia
  • Por que o matcha é associado ao bem-estar
  • Qualquer pessoa pode consumir matcha?
  • De onde vem o matcha da Namu?
  • Matcha combina com outros ingredientes?
  • O papel da L-teanina no matcha
  • Um começo sem pressa

Agora é só seguir a leitura e aproveitar ao máximo sua chegada a esse novo universo.

O que é matcha e de onde ele vem

Camelia sinensis | Foto: Namu Matcha

Matcha é um tipo de chá verde em pó produzido a partir da planta Camellia sinensis (foto acima). A diferença, no entanto, não está na no tipo de planta, mas na forma como ela é cultivada, colhida e processada.

Antes da colheita, os pés de chá destinados ao matcha passam por um período de sombreamento. Ao receber menos luz solar direta, a planta aumenta a sua produção de clorofila e de aminoácidos, especialmente a L-teanina (vamos falar dela mais ali embaixo). Isso resulta em folhas mais verdes, mais macias e com sabor adocicado e cheio de camadas que variam entre o floral, o vegetal e, claro, o umami típico deste tipo de chá.

Após a colheita, essas folhas são vaporizadas para interromper a oxidação, secas e transformadas em tencha. O tencha é então moído lentamente em moinhos de pedra até se tornar um pó extremamente fino. É esse pó que chamamos, finalmente, de matcha.

O chá (nome que tradicionalmente damos à bebida feita a partir da Camellia sinensis) nasceu na China, mas a tradição do matcha, especificamente, se desenvolveu no Japão, profundamente ligada à filosofia do zen-budismo. Foi no Japão também que ele se relacionou intimamente com a cerimônia do chá, onde era consumido como apoio à concentração e à meditação. Compre nosso Matcha Cerimonial e crie o seu próprio ritual.

Matcha tem gosto de quê?

O sabor do matcha costuma surpreender quem experimenta pela primeira vez, por ser algo completamente diferente do que já se conhece – especialmente nós, ocidentais. Um matcha de boa qualidade apresenta notas vegetais frescas, lembrando folhas verdes jovens, algas suaves e, muitas vezes, um dulçor natural muito interessante.

O destaque está no umami, conhecido como o quinto gosto básico. Nós falamos sobre ele AQUI. O umami traz sensação de profundidade, preenchimento da boca e maciez ao paladar. No matcha, ele vem da alta concentração de aminoácidos, resultado direto do cultivo sombreado.

Por outro lado, quando o matcha é de baixa qualidade, o amargor excessivo e a adstringência dominam a experiência. Já um matcha bem produzido é equilibrado, vibrante e agradável mesmo quando preparado apenas com água e consumido puro.

Como preparar no dia a dia

O preparo tradicional do matcha é bem simples, mas pede atenção a alguns detalhes. Você já deve ter visto por aí algumas pessoas preparando matcha como uma espécie de “escovinha”. Classicamente, ele é batido diretamente com água quente usando este batedor de bambu, chamado chasen. E esse preparo é o que o difere dos demais chás, que são geralmente infundidos em água. E falando nisso, você já conhece a nossa curadoria especial de chás coreanos? Acesse aqui a nossa Tea Masters Collection. 

A proporção mais comum de preparo do matcha gira em torno de um a dois gramas de pó para 60 a 80 ml de água, aquecida entre 70 e 80 graus. Antes do preparo, o pó deve ser peneirado para evitar grumos e sensações desconfortáveis na boca. Em seguida, a mistura é batida até ficar homogênea e com uma espuma linda e consistente em sua superfície.

Na nossa rotina moderna e cheia de correria, é possível adaptar o preparo usando um mixer de mão, que dissolve o pó muito bem e ainda é bem baratinho. 

Por que o matcha é associado ao bem-estar

Ao consumir matcha, você ingere a folha inteira do chá, e não apenas uma infusão. Isso faz com que a concentração de compostos bioativos seja maior. Por isso tanta gente considera o matcha como uma “superfood”.

O matcha é naturalmente rico em antioxidantes, especialmente catequinas como a EGCG, estudadas por sua ação antioxidante. Ele também contém cafeína em quantidade moderada e combinada com L-teanina, o que resulta em uma energia mais estável e prolongada sem aqueles picos de agitação que a cafeína causa em algumas pessoas.

Além disso, a presença de clorofila, vitaminas e minerais contribui para uma sensação geral de equilíbrio quando o consumo faz parte de uma rotina alimentar adequada.

Qualquer pessoa pode consumir?

Matcha latte, uma das formas mais populares de consumo | Foto: Namu Matcha

Apesar de natural, o matcha não é indicado para todas as pessoas em qualquer contexto. Por conter cafeína, quem é mais sensível a estimulantes deve observar a quantidade e o horário de consumo. Além disso, crianças, gestantes e pessoas com hipertensão não controlada ou em uso de medicamentos específicos devem buscar orientação profissional antes de incluir o matcha na rotina. Se você pertence a esses grupos, fique atento, ok?

De forma geral, o matcha não causa nenhum efeito colateral, somente um estado de relaxamento com atenção plena. Essa matéria da revista Vida Simples explica esse assunto e AQUI nós falamos sobre a relação entre matcha e meditação.

De onde vem o matcha da Namu?

Colheita manual em Hadong, região produtora de chá mais antiga da Coreia do Sul | Foto: Namu Matcha

O matcha da Namu é produzido nos campos de Hadong, Coreia do Sul, por famílias que respeitam o cultivo tradicional, o sombreamento adequado e a moagem lenta em pedra. São origens reconhecidas pela qualidade e pelo cuidado em cada etapa do processo. Afinal, Hadong é a região produtora de chá verde mais antiga da Coreia do Sul e também Patrimônio Agrícola Mundial GIAHS desde 2017.

Mais do que a região de origem, a Namu valoriza a rastreabilidade, frescor e relação direta com quem produz. Isso se reflete na cor vibrante, no aroma fresco e no perfil sensorial limpo do matcha que chega até você.

Matcha combina com outros ingredientes?

Gnocchi de matcha. Tudo é possível! | Foto: Namu Matcha

Combina, e muito. O matcha é um ingrediente versátil, que transita bem entre bebidas e preparações culinárias.

Ele pode ser consumido puro, em lattes, bebidas geladas, smoothies e o que mais a sua imaginação permitir. Na gastronomia, funciona muito bem em bolos, pães, biscoitos, chocolates e sobremesas, equilibrando o doce com seu perfil vegetal característico.

Para receitas, o ideal é utilizar matcha próprio para uso culinário, reservando o matcha de grau superior para consumo puro.

O papel da L-teanina

A L-teanina é um aminoácido presente quase exclusivamente no chá. Ela atua no sistema nervoso central promovendo relaxamento sem causar sonolência.

Quando combinada com a cafeína, como acontece naturalmente no matcha, a L-teanina ajuda a suavizar picos de estímulo, favorecendo foco, clareza mental e sensação de calma prolongada. Justamente por causa dela, o matcha é tão relacionado a práticas de meditação e yoga. 

Um começo sem pressa

Entender e consumir matcha não exige pressa nem um ritual rígido – vamos deixar isso para as cerimônias formais. O matcha nos convida à curiosidade, à experimentação e à escolha consciente do que se consome.

Seja em um preparo simples com água, em uma receita especial ou em uma pausa no meio do dia, o matcha pode fazer parte da rotina de forma natural. Na Namu, acreditamos que essa relação se constrói com informação, qualidade e tempo. E lá no nosso feed você conhece muito mais sobre esse universo que estamos ajudando a explorar no Brasil, e já cheio de história pra contar.